Descrição
Forma e indeterminação
nas poéticas contemporâneas
“Obra Aberta” (1962), de Umberto Eco, é um ensaio fundamental da estética contemporânea que explora a ideia de que uma obra de arte não é um objeto fechado e definitivo, mas sim um campo de possibilidades interpretativas. Eco argumenta que o artista oferece uma estrutura aberta à participação ativa do leitor, espetador ou ouvinte, que completa o sentido da obra através da sua interpretação. A “abertura” não significa ausência de forma, mas uma organização que prevê múltiplos percursos de leitura e significação, característica que Eco identifica nas vanguardas do século XX, na música de Stockhausen, na literatura de Joyce e na arte moderna em geral. Assim, o livro propõe uma mudança de paradigma: o valor da obra reside não apenas na intenção do autor, mas também na liberdade criativa do intérprete dentro dos limites da estrutura proposta.
Sem informação de edição.
Editora Perspectiva
Tradução: Sebastião Ochoa Leite
Organização e revisão: Celso Lafer e Haroldo de Campos
Produção: Geraldo Gerson de Souza
Capa: Moysés Baumstein














Avaliações
Ainda não existem avaliações.