Instruções para a construção das linhas telegráficas por Humberto Júlio da Cunha Serrão (1885–1959)

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Humberto Júlio da Cunha Serrão (1885–1959) foi um engenheiro português de grande relevo, cuja carreira se confunde com a modernização das comunicações em Portugal na primeira metade do século XX. Formado em engenharia, integrou os quadros superiores da Administração Geral dos Correios e Telégrafos (atuais CTT), onde desempenhou funções técnicas e de chefia fundamentais para […]

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Descrição

Humberto Júlio da Cunha Serrão (1885–1959) foi um engenheiro português de grande relevo, cuja carreira se confunde com a modernização das comunicações em Portugal na primeira metade do século XX.

Formado em engenharia, integrou os quadros superiores da Administração Geral dos Correios e Telégrafos (atuais CTT), onde desempenhou funções técnicas e de chefia fundamentais para a expansão da rede infraestrutural do país. A sua competência técnica levou-o a participar ativamente em projetos de implementação de linhas telefónicas e telegráficas, especialmente no período de reconstrução e desenvolvimento tecnológico que se seguiu à Grande Guerra.

A sua obra mais marcante no contexto militar e cívico foi a chefia do Serviço Postal de Campanha (SPC) do Corpo Expedicionário Português na Flandres, durante a Primeira Guerra Mundial. Mobilizado em 1916, Serrão organizou um sistema logístico complexo que permitiu a troca de correspondência entre os soldados na frente de batalha e as suas famílias em Portugal, um esforço crucial para a manutenção do moral das tropas. Os seus relatos e documentação técnica desse período constituem hoje um acervo histórico inestimável sobre a logística militar e a história das comunicações.

Residente e ativo na cidade de Lisboa, Humberto Serrão deixou um legado preservado no arquivo histórico da Fundação Portuguesa das Comunicações, situada na capital. O seu espólio inclui manuscritos, plantas e estudos técnicos que documentam não só a sua vida pessoal, mas também a evolução das redes de transmissão em Portugal. É recordado como uma figura de rigor académico e técnico, tendo influenciado gerações de engenheiros, incluindo o seu sobrinho, o economista e arqueólogo Eduardo da Cunha Serrão, que cresceu sob a sua influência intelectual.

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